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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Lembrei

Sim, vinha dizer... bem, comecemos do princípio. Primeiro eu conto que estou me decidindo a nunca mais dizer que sou hipocondríaca, mas reconheço que isso seria, ou melhor, será, um tanto difícil, que eu tenho essa coisa chamada apego às pessoas e às coisas e, mais do que tudo, a mim mesma, que torna difícil abrir mão de uma parte tão apreciada do meu ser. Substantivo e verbo.
Depois, narro como essa decisão me fez lembrar dos meninos recifenses contando da vez que, depois de uma trilha pesadona, encheram a pança e disseram que comeram tanto que chega tavam tristes, aí passou uma velha e disse "meu filho, diz isso não, tristeza é não ter o que comer", aí eles prometeram nunca mais usar essa expressão. Meio isso, mesmo.
Outra coisa, que não cabe muito, exceto que cabe*, é que eu tenho essa propensão descompensada ao choro, não só aquele de tristeza, que eu não controlo mesmo, apesar de vez ou outra conseguir disfarçar, ou contar com a solidariedade, condescendência ou simples indiferença do outro em fingir que não percebe. Eu sempre digo que multidões me comovem às lagrimas e ultimamente o efeito tá se tornando mais forte. O que talvez fosse bom, ou sei lá, se eu não tivesse essa vergonha master que me impede de soltar o berro, e que me faz ficar ali, me sentindo uma idiota, abrindo bem os olhos e pensando "vai passar, vai passar".
Fim.

* Vide post abaixo sobre a mania infernal de afirmar negando.