Páginas

terça-feira, 29 de abril de 2008

E se?

Eu gosto do Teatro Mágico, até muito, mas acho que as pessoas endoidecem demais. Gosto muito mais de Los Hermanos, mas queria ouvir alguma coisa que não doesse tanto, aí coloquei o Teatro, e tava ouvindo aquela do arroz e feijão.
Agora, como prova da minha loucura: eu ando piradinha com essa coisa de saber quem entra ou não no blog, não esse, que é praticamente anônimo, mas enfim. Aí isso não tem como não se tornar um jogo, isso se for uma coisa minimamente saudável, com duas pessoas jogando. No meu caso, há grande chance deu ficar jogando a bolinha na parede, achando que o outro tá jogando de volta, enquanto ela simplesmente bate na parede e volta mas, de novo, enfim.
A tentação de deixar uma brecha é grande, às vezes. Fazer que nem [não a Alice, mente confusa!] os irmãozinhos, lá, João e Maria, que deixam um rastro de farelos que ninguém nunca encontrou. Isso das marcas que a gente deixa e as pessoas vêem ou não é um tema muito complexo. Eu sempre tive um certo pavor das pessoas me lerem com facilidade demais, e um pavor talvez maior de ninguém nunca me ver. Porque eu acredito que a gente vive mesmo deixando rastros gigantes que qualquer pessoa atenta pode seguir, e as pessoas não seguem e nos desmascaram por preguiça ou desinteresse.
Mas, a prova: eu me pergunto o que aconteceria se o rastro fosse claro o o suficiente, e despertasse energia suficiente para vencer a preguiça, e interesse o suficiente pra matar o desinteresse. Será que o que eu ando escrevinhando aqui... não sei. Será que ainda é a mesma coisa? A mesma matéria que uma vez despertou e trouxe, traria, agora, de novo, com essas novas linhas e as novas cores e as novas dores? Ou, ao contrário? Seriam um passo a mais nessa distância?
Como acontece com tanta frequência, eu digo aqui para registrar. Para constar, como dizem meus mais fervorosos interlocutores.
Faço este termo.

Nenhum comentário: