É fato que nos últimos tempos eu tenho visto muito mais televisão que o normal. Tal como dormido, me lamentado, mas também pesquisado, etc. Quase termino um livro de história, e isso é realmente um feito. Literatura é que anda mal, não sinto vontade nenhuma de terminar o Proust, nem de retomar o Dost., nem de começar nada.Acabei de assistir C.R.A.Z.Y., um filme canadense.
O que me conquista num filme é a sensação, principalmente se ela ocorre no início; eu vejo uma cena que me vende o filme. Eu vejo muita porcaria - e gosto, que não haja dúvidas -, mas a diferença, pra mim, entre um filme de que eu só gosto e um que acho mesmo bom é essa cena. Em C.R.A.Z.Y., é quando os irmãos derrubam o Zac no dia em que ele nasce. Lembro, por exemplo, em Garden State, a cena em que o Zach Braff aparece no banheiro com uma camiseta igual à parede. Aí tudo muda, vem uma certeza de que eu vou gostar do que virá e também uma ansiedade em não me decepcionar. Às vezes acontece, um filme promete e não paga, mas tudo bem.
De qualquer modo, este pagou; gostei do roteiro, a trilha é um barato e casa muito bem com a história. Toca Shine on you crazy diamond e o cara tem o prisma do Dark Side pintado na parede do quarto. Deixa uma sensação gostosa. Bittersweet, como todas que chegam à minha boca ultimamente.
Eu, então, me despeço e tento adoçar a vida com língua de gato. Ambas.
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