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segunda-feira, 19 de maio de 2008

Temporada de caça

Legal, né?
Pensei nisso e não sei mais o que dizer.
A não ser que eu comprei uma bolsa liiinda e estou feliz e saltitante sem ela - é, ainda não chegou! - há já dois imensos dias. Eu lia hoje uma reportagem sobre materialismo ser aproveitar o que se tem até o fim e viver de maneira simples e não sei o que lá que é "correto". Beleuza, eu nunca me considerei uma consumista, juro que eu afirmo em alto e bom som que detesto shopping e comprar roupas, apesar de, em resposta, eu ouvir murmúrios e muxoxos de desaprovação pela mentira. Porque, claro, toda mulher gosta de comprar e eu vou de fato muito ao shopping. Da última vez em que eu disse isso, depois de questionada, me pus a pensar e concluí que eu estava indo semanalmente ao antro da perdição.
Aí as pessoas dizem que isso de comprar e, sejamos francos, comer enlouquecidamente é porque você quer preencher um vazio interior, mas nada disso resulta e só te deixa pobre, gorda e com a cara cheia de espinhas. Eu já defendo que, se a gente tem um vazio interior, e vamos concordar que todos temos, e não conseguimos preencher de outra forma, um chocolatinho e uma bolsinha vêm sim a calhar. Oras, bolas! A gente tem que encher de algum jeito, né? Eu ainda sou das sortudas - não que não têm TPM, porque pra essas só pena de morte - que não têm espinhas relacionadas com comida, só com inconveniência. Explico: eu posso morrer de comer qualquer merda - ok... nevermind - que me dê na telha e tudo azul - ou no meu caso branco translúcido. Porém, é só aparecer alguma coisa para fazer, um evento, uma azaração (sim, eu ando vendo mesmo muita televisão, melhor deixar a referência pra lá) ou sei lá, uma sessão de fotos pra formatura, que lá vem elas.
Mas eu hoje fiquei de babá. Enquanto exercia minhas funções super especializadas, eu pensava nessa coisa da diferença entre os sexos. Tpm, exército e cólica à parte, um dos pontos fracos de ser homem é que eles são sempre chamados de "meu" ou nomes ou pronomes ou quaisquer coisas masculinas. Minha sobrinha, entre suas diversas particularidades, não aprendeu os pronomes possessivos femininos. Ela simplesmente não sabe dizer "minha", então anda por aí falando do meu mãe, meu vó, meu tia. Mas o top é quando a gente brinca com ela enrolada no cobertor e diz "a Clara não tem mãão" (bem assim, mesmo, musiquinha irritante style), ela ri e diz "tem, siiim" e depois mostra as mãos e diz "olha aqui meu mão". Juro que é a coisa mais fofa do mundo.
Será que cria trauma, isso, dizer que ela não tem mão? Acho que não, né? Se causar, não deve ser nada de muito grave. Se bem que eu lembro de quando meu pai dizia que tinha arrancado meu nariz, mas lembro mais como uma fotografia, não como uma angústia gritante de andar por aí mega deformada.
Não sei, mas nesse meio tempo eu ando me divertindo.
E esperando a bolsa! Ai, ai...

Um comentário:

Loy disse...

a dúvida que eu fiquei não é se vai gerar traumas ou não (porque não vai, afinal, ela percebe que ela tem mão o tempo todo)... a grande pergunta é: de onde brotou a idéia de "A Clara não tem mão!!".
hahahahahahahaha to passando mal de rir aqui

(Família é uma coisa engraçadissima mesmo, só no seio familiar essas coisas doidas pipocam assim. )

E a coisa fica ainda mais engraçada com ela primeiro respondendo na terceira pessoa - "tem sim" - e depois com o "olha aqui meu mão"

hahahahahahahahhaha