Sábado, eu tinha me prometido ir para Amsterdam, visitar o Museu Van Gogh e a Casa da Anne Frank. Foi o que, lendo o guia, me saltou aos olhos, e achei que era uma boa programação para um dia. Mas, pra variar, eu fiquei acordada até muito tarde na sexta e não consegui me levantar tão cedo quanto precisava.
Decidi então não ir, deixar para domingo, e encontrar uns amigos para passear aqui em Leiden, mesmo. E enquanto eu me arrumava, vencendo a preguiça de dormir mais meia hora com a expectativa de ver umas lojas de casacos no caminho, aquela música da Vanessa da Mata que eu postei há pouco tempo me veio à mente, semanas depois, e aqui eu tive que baixar - porque quando eu estava em casa isso não era necessário, já que eu a ouvia no rádio umas três vezes por dia. Baixei, fiquei meio assim, acabei de me arrumar, saí e o dia foi super bacana. Comi arroz, no jantar, e tal. Voltei cedo pra casa, pra tentar de novo dormir logo e acordar na hora.
Aí deu certo, passei o dia ontem em Amsterdam, surpreendentemente consegui fazer as duas coisas que eu tinha programado, e ainda tirar umas fotos nevadas. Sim, agora era neve de verdade, não granizo como o Bruno, meu amigo, ficou me dizendo o sábado todo.
Hoje acordei mais tarde e enrolei praticamente o dia todo, saí pra almoçar, gastei uma nota no supermercado, estava lendo longe do computador e resolvi logo fichar o artigo, vim desligar o computador, mas antes fui ver e-mail e fui pega pelo redemoinho. Horas se passaram, e eu aqui, mas eu já me prometi que hoje ainda leio uns dois artigos, pra compensar. Não que eu cumpra a minha palavra, quando ela é empenhada comigo mesma, mas é assim,a vida. Nada além de uma ilusão, como cantaria meu pai.
Mas a questão é que a música que ficou na minha cabeça hoje o dia inteirinho, que eu até assoviei quando sabia que não tinha mais ninguém em casa - eu não sei assoviar, ao menos não no ritmo nem... afinadamente - é Wind of Change, Scorpions.
Também fui ver uns acupunturistas chineses aqui da esquina de casa, e não posso deixar de me perguntar se isso tudo são sinais.
Ah, e eu experimentei, finalmente, o tal kroketten, daqui, na hora do almoço. Porque até hoje eu não achei um lugar pra comer um bife, frango grelhado ou peixe à milanesa, com arroz ou purê de batata, é sempre ovo com pão, ou sei lá o quê. E, afinal, o kroketten é bom pra caramba.
Mas nessa se foi mais uma fortuna e um dia que se acaba - porque depois das 17 horas já é noite de verdade - comigo muito mais pobre do que planejei, mas com o paladar satisfeito - porque a barriga já esvaziou faz tempo - e o assovio encoberto pelo volume, consideravelmente alto, de uma voz que diz ouvir o vento da mudança.
Nenhum comentário:
Postar um comentário