Páginas

sábado, 29 de novembro de 2008

Deixo tudo assim

E se eu fosse o primeiro a voltar pra mudar o que eu fiz, quem então agora eu seria?
Eita, manhã doída.
Não é uma merda quando as pessoas simplesmente não são como a gente gostaria que elas fossem?
Minha senhoria, por exemplo, é uma vaca. Com todo o respeito.
Eu preferia que ela fosse, digamos, uma égua, animal que me agrada mais.
Mas se ela é uma vaca, se a vida fez dela uma vaca e se, na vida, ela optou por ser vaca, o que se pode fazer, além de dar capim e tirar leite?
As coisas como elas são.
E eu sou como sou, também, e um número seguramente alto de pessoas já deve ter dito coisas piores sobre mim. Pensando sobre se e quanto isso me incomoda, não consigo responder; acho que não me importa. Eu, como sou, tenho essa característica da idiotia.
Sou mesmo uma perfeita idiota. Vivo no meu mundo e o impacto que as pessoas têm sobre ele é também absolutamente aleatório, umas vezes é maior do que deveria, em outros as pessoas só não existem.
E ao mesmo tempo, eu sinto algum prazer em não existir em mundos paralelos, ou, como agora, preferia não existir. A migalhas.
A manhã doeu, também, pelas migalhas. E, ainda, a destiempo.
Mas tudo bem, elas vêm e vão, que se juntem à grama que a senhoria vai comer.
A sorte é que aqui o tempo passa diferente. A manhã já acaba, e começa a tarde.
Há pouco eu dizia aqui que não sobra espaço para arrependimentos. Desdigo, enquanto reafirmo.

Se eu fosse o primeiro a voltar pra mudar o que eu fiz, quem então eu seria?
Tanto faz, que o que não foi não é,
E se eu for o primeiro a prever e poder desistir do que for dar errado?
Se o que eu sou é também o que eu escolhi ser, aceito a condição.

Acabou a putaria, Los Hermanos estão de volta, mais fortes do que nunca.

Nenhum comentário: