Pode ser só muito Dexter na memória, mas fui assistir ao filme do Tarantino e adorei. As cenas sanguinolentas, longe de causar asco e repulsa, trouxeram foi uma curiosidade risonha que dizia "uau, isso foi muito bem feito!".
Curto demais o Brad Pitt, que acho um excelente ator. Quando estava ainda em Leiden, uma noite, um casal de amigos me chamou para assistir o Benjamin Button, mas eu não pude acompanhá-los por estar envolvida na reescrita (que ultimamente tem preenchido meus dias e noites) de um trabalho. Aluguei, depois; enrolei um monte pra ver e, mais uma vez, amei. Lindíssimo filme, dos melhores que vi nos últimos tempos. Eu tenho cá uma coisa que gosta de se emocionar e ser trazida à tona à força, resistindo, se agarrando nos batentes até chegar e se debulhar em lágrimas. Nunca fui do tipo que, quando triste, procura ao redor alguma coisa alegre como que para compensar. Sou mais de mergulhar fundo na tristeza, deixá-la me preencher até que, como mudança de lua na maré, ela vá saindo lentamente, deixando para trás areias molhadas. Em momentos de maior tranquilidade, aprecio também passar por isso, me deixar tomar por dores que são minhas e não são e me lembram da fragilidade e da força disso que a gente chama de vida. Assisto, portanto, sozinha, que o que então sai de mim não gosta de ser visto por olhos outros. Venho, no entanto, dizê-lo, à luz do dia, enquanto ele permanece adormecido em profundezas escuras. E, se mais não digo, é porque não posso dizer. Palavras que não chegam.
Mas eu vinha era falar dos Bastardos Inglórios. Filme (algo) histórico. Do melhor tipo de (algo) história que eu conheço. Deleitam os olhos e a mente as opções do roteiro e as grandes atuações; imagino que também a direção, mas essa eu não sei julgar. Sou dessas pessoas que curtem o mocinho e detestam o bandido, apesar de tentar ser às vezes menos politicamente correta. Aqui, nenhum esforço para apreciar o diabo do Coronel Landa, que me conquista sem eu saber bem por quê.
Gostei muito, enfim. É o que tenho a dizer, que gostei, porque é o que gosto de ouvir. Achou bom ou achou ruim? A história eu prefiro ver por mim mesma, em vez de chegar ao cinema já conhecendo metade do filme. Achei ótimo, mas advirto que minha sensibilidade menininha anda reforçada por um carinho incontrolável por serial-killers imaginários.
Registro, no entanto, e recomendo.
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