Páginas

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Dos livros

Tava pensando nessa listinha de livros que tá aí do lado. Será que eu devia anotar os que leio pela primeira vez, ou as releituras também contam?
E entram também os guilty pleasures?
Se o fator decisivo for honestidade, sim.
Se for... dignidade, não.
Ela andava bem desatualizada, aí fui tentar aqui lembrar o que andei lendo nos últimos meses e só chegaram à memória esses daí.
Sei não, capaz de sair apagando os menos recomendados, pra preservar uma boa imagem de mim mesma, mas também posso deixá-los ali, porque eu gosto mesmo deles e fazem parte do que eu sou, apesar da vergonha intelectualóide-wanna-be.
Eu podia também acrescentar um pequeno comentário, conforme fosse terminando, né?
Acho que aí que minha ilusão a meu respeito ia pro brejo, porque acho que o comentário mais recorrente seria do tipo "acho que não entendi muito bem o que o cara queria dizer...".
Porque não sei mesmo se entendi o Quixote, e acho que começo a digerir a Amarelinha. O James passou meio batido, o Agualusa é muito interessante.
E tenho mesmo um certo desinteresse pela literatura contemporânea séria - deixando de lado as Bridgets da vida - mas aí fico pensando que o que sobra são os best-sellers do Da Vinci e das pipas e, convenhamos, eu ainda sou a pessoa mais do contra que já conheci.
Fico pensando que clássicos são clássicos por um motivo e me contradigo dizendo que muita coisa boa pode ter ficado de fora da seleção-natural-literal.
Comprei Virginia Wolf, tenho o maior do Dostoiévski na estante e me preparo para reler meu querido Harry Potter nas férias.
Agora, vou finalmente me recolher, tentando aprender sobre vizinhanças, e concluindo que tenho esse quê esquizofrênico e "é o meu dinheiro, ninguém tem nada com isso", em ritmo da marchinha de carnaval*.

* Putz, tô em choque que o terra diz que a turma do funil é de Chico e Jobim, entre outros. Super não sabia disso**.

** Ah, afinal parece que não era, o terra só juntou duas músicas numa mesma letra e a turma é mesmo dos outros. Desculpem, não vos conheço, nada pessoal, eu sou mesmo muito ignorante e acho que marchinha surge do nada, que nem espinha na testa quando a gente tem um compromisso importante.

Um comentário:

Anônimo disse...

Eu voto pelo comentário non sense ou crítico dos livros, por incluir tudo e por um espaço para os leitores comentarem. Tu leu o processo recentemente? Putz, adoro esse livro. Deu vontade de reler.Prepare-se para ler algo contemporâneo sério, vi?
Ieu.