Tava pensando nessa listinha de livros que tá aí do lado. Será que eu devia anotar os que leio pela primeira vez, ou as releituras também contam?
E entram também os guilty pleasures?
Se o fator decisivo for honestidade, sim.
Se for... dignidade, não.
Ela andava bem desatualizada, aí fui tentar aqui lembrar o que andei lendo nos últimos meses e só chegaram à memória esses daí.
Sei não, capaz de sair apagando os menos recomendados, pra preservar uma boa imagem de mim mesma, mas também posso deixá-los ali, porque eu gosto mesmo deles e fazem parte do que eu sou, apesar da vergonha intelectualóide-wanna-be.
Eu podia também acrescentar um pequeno comentário, conforme fosse terminando, né?
Acho que aí que minha ilusão a meu respeito ia pro brejo, porque acho que o comentário mais recorrente seria do tipo "acho que não entendi muito bem o que o cara queria dizer...".
Porque não sei mesmo se entendi o Quixote, e acho que começo a digerir a Amarelinha. O James passou meio batido, o Agualusa é muito interessante.
E tenho mesmo um certo desinteresse pela literatura contemporânea séria - deixando de lado as Bridgets da vida - mas aí fico pensando que o que sobra são os best-sellers do Da Vinci e das pipas e, convenhamos, eu ainda sou a pessoa mais do contra que já conheci.
Fico pensando que clássicos são clássicos por um motivo e me contradigo dizendo que muita coisa boa pode ter ficado de fora da seleção-natural-literal.
Comprei Virginia Wolf, tenho o maior do Dostoiévski na estante e me preparo para reler meu querido Harry Potter nas férias.
Agora, vou finalmente me recolher, tentando aprender sobre vizinhanças, e concluindo que tenho esse quê esquizofrênico e "é o meu dinheiro, ninguém tem nada com isso", em ritmo da marchinha de carnaval*.
* Putz, tô em choque que o terra diz que a turma do funil é de Chico e Jobim, entre outros. Super não sabia disso**.
** Ah, afinal parece que não era, o terra só juntou duas músicas numa mesma letra e a turma é mesmo dos outros. Desculpem, não vos conheço, nada pessoal, eu sou mesmo muito ignorante e acho que marchinha surge do nada, que nem espinha na testa quando a gente tem um compromisso importante.
Um comentário:
Eu voto pelo comentário non sense ou crítico dos livros, por incluir tudo e por um espaço para os leitores comentarem. Tu leu o processo recentemente? Putz, adoro esse livro. Deu vontade de reler.Prepare-se para ler algo contemporâneo sério, vi?
Ieu.
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