Pra mim, fotografia é, ou se tornou, uma atividade meio solitária. Sem a menor pretensão de ser boa em retratar, percebo que, sozinha, me ligo - ou tento - ao mundo através da máquina.
Com outrem(ns), me preocupo mais em ver, viver, falar, partilhar. Menos em registrar.
Cada um tem um lado bom, né?
E um ruim.
Ou vários, mas agora me deu uma saudade de paisagens que vi e não ficaram, por sei lá que motivos. As cidades que passaram, cujo nome já nem lembro, e que não podem sequer voltar à memória através de uma imagem guardada.
Será que adianta eu prometer que da próxima vez vou fazer diferente? Vou bolar um plano, um esquema. Os pés em algum lugar, eu com alguma roupa, ou uma careta, ou numa pose, sempre a mesma, um esquema, um plano, uma brincadeira que traga consigo a constância. E a vontade, que é o que normalmente nos impede de alcançar as coisas que dizemos querer.
Eu tenho, agora, de voltar no tempo e fotografar.
Mas, feliz ou infelizmente, ele não volta, né?
Bem agorinha acho ruim, porque eu toparia; mas podia mudar de idéia em cinco minutos.
Chegou de mansinho uma saudade...
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