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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Pensei que era agosto, mas já é setembro...

Essa semana apareceram por aqui aqueles bichinhos da luz. Sei não o nome deles, diz minha sobrinha que o amigo dela, Vitor, disse que é aleluia; diz minha mãe que é cupim.
Mas eles sempre vêm em agosto, quando começa a esquentar e acho que a chegada deles significa que acabou o frio.
Quando eu fazia aulas de flamenco no final da tarde eles eram infernais, ficavam todos voando perto do teto, que é baixo, e em cima da gente, dentro das nossas roupas e, quando teimavam em fazer o diabo, dentro também de bocas, narizes e ouvidos. Já até entraram no violão do Ricardo.
Eu do meu lado reclamo muito do calor, mas porque é quase minha natureza reclamar mesmo de tudo. Só acho que ninguém pode negar que acordar assim, num dia seco de sol, apesar do incômodo que o ar esturricado causa e eu estou mesmo resfriada, é muito melhor do que ficar calculando se a coragem é suficiente para nos tirar de debaixo dos cobertores.
Que será que eu pensei que tinha que escrever aqui? Minha memória continua de mal a pior. E eu pirei agora em fazer um sotaque meio southern.
Eu reclamo, mas o calor, o sol, o ar seco fazem mesmo a gente se sentir vivo.