Confesso que da primeira vez que ouvi a música, meio que não gostei. Talvez não tenha desgostado totalmente, mas a coisa do cara fazendo uououououououououo enlouquecidamente como se não houvesse amanhã fez cócegas no ser implicante que existe em mim. Aí fui ouvindo, no ônibus, semi-adormecida e acho que a coisa toda, eu e música, começou a transcender.
Já fiquei um tempo sem ouvir, até a noite passada quando, atacada pela insônia aliada ao mal-estar causado por uma gripe estranha - cujo único sintoma é uma febrícula que vai e vem a seu bel-prazer, com todos os efeitos colaterais adjuntos -, recorri a ela para tentar relaxar e dormir. Claro que não funcionou e eu continuei rolando por horas, mas me dei conta, de novo, do quanto gosto dela. Mais do que prazer, sinto satisfação ao ouvi-la, coisa que nem faz tanto sentido, já que é só uma música. Mas ela me apaixona, então pensei em mostrar aqui, para alguém que, talvez, esteja disposto a ouvir.
Se não, também tudo bem; não é esta a tônica deste mundo maluco? Uns amam, outros odeiam, outros tanto faz, outros não entendem. Às vezes isso tudo dentro da gente.
Eu acho um barato, ou "maneiro", como diria a sobrinha.
Ah, sim, eu pensava que se não tivesse esse blog, cujo nome me agrada tanto, ia criar um chamado "marco marciano". Talvez ainda crie, quando o contrato daqui vencer e chegar a hora de mudar.
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