O ruim do silêncio é que a gente se acostuma com ele.
O bom também.
Sinto às vezes uma saudade imensa de outro tempo, outra vida talvez, em que ele era menor.
Então o barulho beirava o insuportável.
Dos males, não sei qual o menor.
Sento-me no chão como o cara azul do Salinger; a madrugada avança e há já muitas horas, anos, talvez décadas, não ouço o som da minha voz.
O silêncio persiste.
Eu também.
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