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sábado, 1 de maio de 2010

Nando

E agora, que eu apaixonei no Nando Reis?
Já ensaio há algum tempo, de pegar uma música começada na rádio, mas até agora foi um lance mais casual. E ontem, bem de manhãzinha, ouvi sem querer. E depois, já fim de tarde, peguei uma dessas sequências que os programadores parece que escolhem pra você, praí meia hora só de música muito boa e querida.
E do meio do limbo em que eu ando, de não saber bem o que ouvir, e de ter essa aversão idiota pela novidade, gamei aqui nele, num videozinho do youtube, cheio de sorrisos e ondas. A figura e o som e tudo o mais.
Apesar da alegriazinha que chega contaminando, sinto também algo de uma insatisfação quanto à pessoa que eu sou. Queria ser daquelas que, na onda, liga pra alguém, ou liga só o carro, enche o tanque, calibra os pneus, compra umas guloseimas, água de coco, põe um óculos de sol na cara e desce. Que vai ouvi-lo lá, à beira-mar, só porque sim.
Mas não, né? Terminar aqui o trabalho, levar a cachorra no vet, arrumar a cama, ver o almoço, terminar o trabalho, o trabalho, o trabalho. Terminar, achando que então serei feliz.
Que se eu estivesse na estrada, de carro cheio, seria então feliz.
Palavrinha encruada, essa, que a gente vive buscando.
E, enquanto procura, arruma a cama, vê o cachorro, o almoço, o trabalho. E se sente melhor, também, e talvez chegue um tantico mais perto do destino.
Mas o mar. Eu ainda não sei bem qual a relação possível, se essa privação que traz uma vontade enorme, ou se seria possível desejá-lo no contato diário.
Sei não e também não vou descobrir agora.
À cama, então.

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